4/5/2009 - Descarte no TJMS
TJMS nomeia comissão para descartar lixo dos Juizados Especiais
Processos vão se acumulando e acabam engolindo os espaços físicos das repartições judiciárias O Tribunal de Justiça do Estado prepara novo descarte de processos e documentos de seu arquivo morto, para aliviar o espaço nos Juizados Especiais. No final de outubro de 2007 o TJMS incinerou algo em torno de 5 toneladas de documentos (aproximadamente 12 mil processos) com decisões tomadas há mais de cinco anos. Nesse novo descarte a incineração pode ser adotada se o Tribunal entender que a reciclagem compromete a inviolabilidade das partes citadas nos documentos.
O presidente do TJMS, desembargador Elpídio Helvécio Chaves Martins, baixou portaria no dia 13 designando uma comissão para analisar e selecionar os documentos para eliminação de autos findos, determinando ainda cautelas necessárias para não apagar a história do Judiciário. Devem ser descartados dos os processos com trânsito em julgado e arquivados há mais de cinco anos”.
Na incineração de 2007, foram para o forno cinco toneladas de processos de habeas corpus, mandados de segurança e revisão criminal dos anos de 1979 a 2000. A comissão ainda vai definir abrangência e tipos de documentos a serem descartados no âmbito dos Juizados Especiais.
De acordo com a diretora da Secretaria dos Juizados Especiais, Maria José Teixeira Marcelo, o descarte será feito em todos os juizados do Estado, com o objetivo de redução da massa documental, para a liberação de espaços físicos e, principalmente, para melhorar a eficiência administrativa e a conservação dos documentos de guarda permanente.
A comissão do descarte dos Juizados Especiais será presidida pela juiza da 5ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal, Sandra Regina da Silva Ribeiro Artioli. A comissão é formada ainda por mais cinco membros - três da Secretaria dos Juizados Especiais e dois da Coordenadoria de Memorial e Arquivo do Tribunal de Justiça, que terão auxílio do diretor de cartório/escrivão, além de outros servidores.
O projeto de descarte, segundo o TJMS, foi desenvolvido pela Secretaria de Planejamento e Gestão Estratégica e pela Secretaria dos Juizados Especiais em virtude da necessidade de adotar providências que permitam reduzir os elevados custos na construção ou aluguel de prédios para o armazenamento de ações judiciais transitadas em julgado, além do risco de deterioração dos arquivos que não têm capacidade para acondicionar grandes volumes de processos.
Segundo o TJMS, a comissão analisará processo por processo. O critério rigoroso evitará o descarte de processos atuais. Todas as partes serão intimadas para reclamar a recuperação de documentos.

Do portal: http://www.enara.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=704
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